Toda a indústria móvel trabalhando em conjunto para gerenciar o lixo eletrônico na Colômbia

Como parte da campanha Nós Ligamos Colômbia, a GSMA lançou a campanha “Lixo Eletrônico na Colômbia”, uma avaliação da situação do lixo eletrônico no país. De acordo com o relatório da Universidade das Nações Unidas (UNU), o lixo eletrônico na Colômbia cresceria mais de 19% entre 2012 e 2015. O relatório publicado pela GSMA detalha o papel principal que as operadoras móveis desempenharam no gerenciamento do lixo eletrônico por meio de um projeto voluntário que permitiu gerenciar mais de 646 toneladas de lixo eletrônico entre 2007 e 2014.

ewaste colombia 1Liderada pela indústria móvel colombiana, a campanha “Recicla tu móvil o celular y comunícate con la tierra” (recicle seu celular ou aparelho e comunique-se com a terra) foi iniciada em 2007 como um acordo público-privado. Telefônica Movistar, Tigo, Claro (em parceria com a Nokia, LG, Motorola, Sony Ericsson, ZTE, Samsung e Alcatel) colocou 155 caixas de coleta em 30 cidades do país e iniciou uma campanha de comunicação e sensibilização sem precedentes. Assim, mais de 2 milhões de itens, incluindo telefones celulares, baterias e acessórios foram coletados até 2009, segundo dados do Belmont Trading, administrador da campanha oficial.

O projeto continua até hoje como uma iniciativa apenas privada. Entre 2007 e 2014, 646 toneladas de lixo eletrônico foram coletadas e gerenciadas – desse total, 185 toneladas referem-se a telefones, acessórios e baterias. Neste volume, há 907.613 celulares, 703.463 acessórios e 2.931.759 baterias. Para 2015, de acordo com Belmont Trading Colômbia, o ideal é gerenciar um mínimo entre 5000 e 8000 itens por mês, o que poderia igualar a média em 2014.

De acordo com Sandra Pascua, diretora jurídica da Câmara Colombiana de Tecnologia da Informação e Telecomunicações (CCIT), em 2007, “o conceito de pós-consumo não existia, era um conceito novo para todos. E um fato muito especial ocorrido na Colômbia, é que as operadoras se juntaram à mesa e, junto com os fabricantes, assumiram voluntariamente a responsabilidade por ações pós-consumo”. A ação rápida das operadoras serviu como um exemplo para que outras indústrias acelerassem acordos setoriais.

Laura Reyes, especialista em Conformidade Ambiental para Telecomunicações e Indústria Eletrônica e BDM Belmont Trading Colômbia, disse: “Esperamos que, por meio do trabalho conjunto dos atores, a regulamentação permita tornar tangíveis os esforços desenvolvidos em sustentabilidade pela indústria eletrônica e de telecomunicações”.

O relatório “Lixo Eletrônico na Colômbia” da GSMA, foi realizado para apoiar estratégias de governo para uma Agenda Verde na Colômbia. Como parte da campanha Nós Ligamos Colômbia, as operadoras móveis se comprometeram a apoiar iniciativas do Ministério do Meio Ambiente e Desenvolvimento e do MinTIC para o lixo eletrônico e lançar uma campanha de comunicação e sensibilização através de meios de comunicação tradicionais e digitais, além de difundir ações de promoção da separação e coleta na origem de lixo eletrônico.

“É importante destacar que estas iniciativas são feitas principalmente de forma voluntária no âmbito de programas de gerenciamento ambiental, sustentabilidade ou responsabilidade social corporativa. A partir da GSMA América Latina, temos trabalhado estreitamente com os gerentes dessas áreas por meio da Força Tarefa para Sustentabilidade e Responsabilidade Social na América Latina, globalmente, a primeira desse tipo dentro da GSMA”, disse Mauro Accurso, Gerente de Comunicações e Sustentabilidade da GSMA América Latina.

Em 2014, a GSMA publicou o relatório “Lixo Eletrônico na América Latina”, que revelou que o lixo eletrônico na região cresceria 17.5 por cento nos anos seguintes, partindo de 4.22 KT (1KT = mil toneladas) em 2012 para 4.96KT em 2015, de acordo com dados da UNU. Diante desse problema crescente, as operadoras móveis da América Latina estão desenvolvendo programas, campanhas e projetos em conformidade com a legislação ambiental nacional e internacional para gerenciar o lixo eletrônico formado por celulares, baterias e acessórios na região. Todas as operadoras que integram a GSMA estão implementando esquemas de logística reversa para coleta, armazenamento, categorização e eliminação do lixo eletrônico. Ao mesmo tempo, as operadoras regionais estão investindo em programas e unidades de reciclagem, realizando campanhas líderes de reflorestamento e sensibilização, entre outras iniciativas.