Embora a faixa seja essencial para enfrentar restrições de capacidade das faixas médias nas redes móveis, a demanda futura de Wi-Fi pode ser atendida com um uso mais eficiente das faixas não licenciadas existentes.
3 de setembro de 2025, Brasília: A GSMA lançou hoje seu novo relatório ‘6 GHz na América Latina’, destacando o papel crucial da faixa de 6 GHz para potencializar os benefícios do 5G e, futuramente, do 6G em toda a região. O estudo, baseado em uma análise do tráfego móvel e Wi-Fi em 11 cidades da América Latina, demonstra que é mais provável que as redes móveis, em comparação com as redes Wi-Fi, enfrentem restrições de capacidade até 2035. Isso torna o espectro adicional essencial para melhorar o desempenho das redes e garantir um valor econômico mais amplo.
Os dados coletados pela Ookla mostram que todas as 11 cidades na América Latina analisadas quase não têm conexões usando a porção inferior de 6 GHz com o Wi-Fi 6E, deixando a faixa aberta para a evolução futura da tecnologia. Existe também margem para melhorar a eficiência do uso do espectro. Atualmente, a América Latina ainda é dependente de tecnologias Wi-Fi mais antigas: entre 21% a 57% do uso de Wi-Fi corresponde ao Wi-Fi 4 e entre 43% a 57% ao Wi-Fi 5. Com a atualização para as tecnologias mais recentes e eficientes em termos de espectro, como o Wi-Fi 6 (apenas de 4% a 22%), as faixas não licenciadas existentes (2,4 GHz, 5 GHz e a parte baixa de 6 GHz) são suficientes para atender à demanda futura de Wi-Fi.
Por outro lado, os dados mostram que a maior parte do uso de dispositivos móveis é feita em grande parte através de faixas médias. 84% da conectividade em ambientes internos é fornecida por faixas medias e 71% do uso de 5G em ambientes internos urbanos é fornecido pela faixa de 3,5 GHz. As redes móveis vão precisar, em média, de 2 GHz de espectro de bandas médias por país até 2030 e, na maioria dos mercados, mesmo utilizando todo o esse espectro atualmente disponível, a demanda não poderá ser atendida sem a faixa de 6 GHz. Disponibilizar toda a parte alta de 6 GHz para IMT é essencial para gerenciar o crescimento médio de 3,5 vezes no uso de dados até 2030, atingir as velocidades previstas na visão da União Internacional de Telecomunicações para o 5G e suportar larguras de canal de 200 a 400 MHz para o 6G.
“A faixa de 6 GHz representa o maior bloco único remanescente do espectro em faixas médias; seu uso deve ser definido pela tecnologia que mais dele precisa. Eficiência é a palavra-chave. Tornar toda a parte superior de 6 GHz disponível para serviços móveis, sem restrições adicionais de potência ou mecanismos de compartilhamento, é essencial para o desenvolvimento digital da América Latina”, afirmou Lucas Gallitto, Diretor para a América Latina, GSMA.
O relatório ‘6 GHz na América Latina. Evolução móvel em 6,425-7,125 GHz’, com dados detalhados para Bogotá, Buenos Aires, Cidade da Guatemala, Lima, Cidade do México, Quito, Rio de Janeiro, Santiago, Santo Domingo, São Paulo e Brasília, está disponível em inglês, espanhol e português aqui.
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Florencia Bianco
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